terça-feira, 15 de maio de 2012

A Dama das Camélias

   
























Clássico Romance Francês,seculo XIX de Alexandre Dumas Filho, conta a estória de Marguerite Gautier, uma cortesã que se apaixona por jovem da alta burguesia Francesa,Armand Duval.

     Deixando o glamour de Paris, e seus dois amante, Retiram-se para campo. onde vivem alguns tempo feliz, mas o pai de Armand vai ao encontro de marguerite e a implora que ela abandone seu filho devido o bom nome da família. Marguerite infeliz aceita deixa-lo e volta a sua vida de cortesã, onde adoece de tuberculose.
     Armand Duval descobre a causa da renuncia do amor, mas já é muito tarde.

      A inspiradora deste romance foi a jovem cortesã Marie Duplessi (1824-1847) que Alexandre Dumas filho conheceu emSaint-Germain-en-Laye. O próprio autor, em 1867, afirma que "a pessoa que me serviu de modelo para a heroína de ADama das Camélias chamava-se Alphonsine Plessis, que compôs o nome de Marie Duplessi por achar que era maiseufónico e sugestivo".
Uma mulher  deslumbrante que nasceu na província, mudo-se para Paris onde torno-se um cortesã que arrebatavam os corações de vários homens, inclusive o dele. por questões de dinheiro refúgio-se nos braços do compositor Franz Liszt e, mais tarde, no casamento com o Visconde de Pérregaux.o Fascínio por essa mulher resultou o escritor a criar esse romance trágico.
 
O próprio nome "Dama dasCamélias" resultou do facto de Marie Duplessi gostar de se rodear de flores, mas de se sentir mal com o perfume dasrosas, recorrendo às camélias, sem aroma, para enfeitar a sua casa.
Esta narrativa emotiva, marcada pelo lirismo romântico, e cujo tema serviu de inspiração a Verdi, em La Traviata,acabou por, simultaneamente, chocar e fascinar a sociedade da época.
Fonte: leitura do livro e
http://www.infopedia.pt/$a-dama-das-camelias




quarta-feira, 25 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

Amor



                                                                                             Local real, onde Emily Brontë teria se inspirado para escrever 'O Morro dos Ventos Uivantes'.



Não sei como explicar, mas certamente que tu e todos têm a noção de que existe, ou deveria existir, um outro eu para além de nós próprios. Para que serviria eu ter sido criada, se apenas me resumisse a isto.? Os meus grandes desgotos neste mundo, foram os desgostos de Heathcliff, e eu acompanhei e senti cada um deles desde o início; é ele que me mantém viva. Se tudo o mais perecesse e ele ficasse, eu continuaria, mesmo assim, a existir; e, se tudo o mais ficasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria, para mim, uma vastidão desconhecida, a que eu não teria a sensação de pertencer.

Catherine- O Morro dos Ventos Uivantes 

Se olho para essas lajes, vejo nelas gravadas as suas feições.! Em cada nuvem, em cada arvore, na escuridão da noite, refletida de dia em cada objeto, por toda a parte eu vejo a tuda imagem.! Nos rostos mais vulgares dos homens e mulheres, até as minhas feições me enganam com a semelhança. O mundo inteiro é uma terrível testemunha de que um dia ela realmente existiu, e eu a perdi para sempre. 

                                             Heatchcliff- O Morro dos Ventos Uivantes 










"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Perfeição 






O que me tranquiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.

O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.

Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.

O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.

Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.
Clarice Lispector 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hino Brasil-Multinacionais





Isso é Globalização!



'Desistir?

Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhosdo que cansaço nas minhas pernas,mais esperança nos meus passosdo que tristeza nos meus ombros,mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.'
                                                                                           [Cora Coralina]. 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Cântico dos Cânticos de Salomão.

PRIMEIRO CANTO



Anseios de amor
Ela .
2 Sua boca me cubra de beijos! São mais suaves que o vinho tuas carícias,
3 e mais aromáticos que teus perfumes
é teu nome, mais que perfume derramado;
por isso as jovens de ti se enamoram.
4 Leva-me contigo! Corramos!
O rei introduziu-me em seus aposentos.
Coro.
Queremos contigo exultar de gozo e alegria,
celebrando tuas carícias, superiores ao vinho.
Com razão as jovens de ti se enamoram.
Canção da amada
Ela.
5 Sou morena, porém graciosa,
ó filhas de Jerusalém,
como as tendas de Cedar,
como os pavilhões de Salomão.
6 Não me olheis com desdém, por eu ser morena!
Foi o sol que me bronzeou:
os filhos de minha mãe, aborrecidos comigo,
puseram-me a guardar as vinhas;
a minha própria vinha não pude guardar.
Ambição do amor
Ela.
7 Indica-me, amor de minha alma: onde pastoreias?
Onde fazes repousar teu rebanho ao meio-dia?
Para eu não parecer uma mulher perdida,
seguindo os rebanhos de teus companheiros.
Coro.
8 Se não o sabes, ó mais bela das mulheres,
segue os rastos das ovelhas
e leva teus cabritos a pastar
perto do acampamento dos pastores!
Ele.
9 Às parelhas das carruagens do Faraó
eu te comparo, minha amada.
10 Graciosas são tuas faces entre os brincos,
e teu pescoço entre colares.
11 Faremos para ti brincos de ouro
com filigranas de prata.
Exaltação do amor
Ela.
12 Enquanto o rei está em seu divã,
meu nardo exala seu perfume.
13 O meu amado é para mim
como bolsa de mirra sobre meus seios;
14 o meu amado é para mim
como um cacho florido de alfena dos vinhedos de Engadi.
Ele.
15 Como és formosa, minha amada!
Como és formosa, com teus olhos de pomba!
Ela.
16 E tu, meu amado, como és belo,
como és encantador!
O verde gramado nos sirva de leito!
17 Cedros serão as vigas de nossa casa,
e ciprestes, as paredes.
Galanteios
Ela.
1 Eu sou o narciso de Saron,
o lírio dos vales.
Ele .
2 Sim, como o lírio entre espinhos
é, entre as jovens, a minha amada.
Ela.
3 Como a macieira entre árvores silvestres
é, entre os jovens, o meu amado.
À sua sombra eu quisera sentar-me,
pois seu fruto é saboroso ao meu paladar.
Amor apaixonado
Ela.
4 Ele me conduziu à casa do banquete,
onde a bandeira era para mim sinal de amor.
5 Restaurai-me as forças com tortas de uva,
revigorai-me com maçãs,
porque desfaleço de amor!
6 Sua esquerda apóia minha cabeça,
e sua direita me abraça.
Ele.
7 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,
pelas gazelas ou corças do campo,
que não acordeis nem desperteis a amada,
antes que ela queira!
( Cântico dos Cânticos de Salomão)
                                                                                                  Fonte: Bíblia- Antigo Testamento

SEGUNDO CANTO


Primavera de amor
Ela.
8 Atenção! É o meu amado:
eis que ele vem saltando pelos montes,
transpondo as colinas.
9 O meu amado parece uma gazela,
uma cria de gamo,
parado atrás de nossa parede,
espiando pelas janelas,
espreitando através das grades.
10 Adiantando-se, o meu amado me fala:
Ele.
Levanta-te, minha amiga,
minha formosa, e vem!
11 Eis que o inverno já passou,
cessaram as chuvas e se foram.
12 No campo aparecem as flores,
chegou o tempo da poda,
a rolinha já faz ouvir
seu arrulho em nossa região.
13 Da figueira brotam os primeiros figos,
exalam perfume as videiras em flor.
Levanta-te, minha amiga,
minha formosa, e vem!
14 Pomba minha, nas fendas da rocha,
no esconderijo escarpado,
mostra-me teu semblante, deixa-me ouvir tua voz!
Porque tua voz é doce, gracioso o teu semblante.
Coro.
15 Agarrai para nós as raposas, estas pequenas raposas,
que devastam as vinhas, nossas vinhas em flor!
Apelo da amada
Ela.
16 O meu amado é todo meu, e eu sou dele.
Ele é um pastor entre lírios.
17 Antes que expire o dia e cresçam as sombras,
volta, meu amado,
– imitando a gazela ou sua cria –,
para os montes escarpados!
Divagações
Ela.
1 Em meu leito, durante a noite,
busquei o amor de minha alma:
procurei, mas não o encontrei.
2 Hei de levantar-me e percorrer a cidade,
as ruas e praças,
procurando o amor de minha alma:
Procurei, mas não o encontrei.
3 Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade.
Vistes o amor de minha alma?
4 Apenas passara por eles,
encontrei o amor de minha alma:
agarrei-me a ele e não o soltarei
até trazê-lo à casa de minha mãe,
à alcova daquela que me concebeu.
Ele.
5 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,
pelas gazelas ou corças do campo,
que não acordeis nem desperteis a amada,
antes que ela queira!
(Cântico dos Cânticos de Salomão)
                                                                                                 Fonte: Bíblia- Antigo Testamento

TERCEIRO CANTO


Cortejo nupcial
Coro.
6 O que vem a ser aquilo que sobe do deserto,
como coluna de fumo,
exalando mirra e incenso
e todos os perfumes dos mercadores?
7 É a liteira de Salomão,
escoltada por sessenta guerreiros
dos mais valentes de Israel.
8 Todos são espadeiros treinados para o combate;
cada qual leva ao flanco a espada,
por temor de surpresas noturnas.
9 O rei Salomão mandou construir um palanquim
de madeira do Líbano:
10 fez colunas de prata,
espaldar de ouro e assento de púrpura;
o interior foi carinhosamente adornado
pelas filhas de Jerusalém.
11 Vinde, filhas de Sião, contemplar
o rei Salomão com a coroa,
com a qual sua mãe o coroou
no dia de suas bodas,
dia de júbilo para seu coração!
Descrição da amada
Ele.
1 Como és formosa, minha amada!
como és formosa,
com teus olhos de pomba,
na transparência do véu!
Teus cabelos são como um rebanho de cabras,
esparramando-se pelas encostas do monte Galaad.
2 Teus dentes são como um rebanho de ovelhas tosquiadas,
recém-saídas do lavadouro:
cada um com seu par, sem perda alguma.
3 Teus lábios são fitas de púrpura,
de fala maviosa.
Tuas faces são metades de romã,
na transparência do véu.
4 Teu pescoço é como a torre de Davi,
construída com parapeitos,
da qual pendem mil escudos
e armaduras de todos os heróis.
5 Teus seios são como duas crias,
gêmeos de gazela, pastando entre lírios.
Ela.
6 Antes que expire o dia e cresçam as sombras,
irei ao monte da mirra e à colina do incenso.
Ele.
7 És toda formosa, minha amada,
e em ti não se encontra defeito algum.
Apelo do amado
Ele.
8 Vem comigo do Líbano, minha noiva!
vem comigo do Líbano!
Desce do cume do Amaná,
dos cimos do Sanir e do Hermon,
das cavernas dos leões,
das montanhas das panteras!
Encantamento
Ele.
9 Arrebataste-me o coração, minha irmã e minha noiva,
arrebataste-me o coração com um só de teus olhares,
com uma só jóia de teu colar.
10 Como são ternos teus carinhos,
minha irmã e minha noiva!
Tuas carícias são mais deliciosas que o vinho;
teus perfumes, mais aromáticos
que todos os bálsamos.
11 Teus lábios, minha noiva, destilam néctar;
em tua língua há mel e leite.
Tuas vestes têm a fragrância do Líbano.
Recanto de amor
Ele.
12 És um jardim fechado, minha irmã e minha noiva,
uma nascente fechada, uma fonte selada.
13 Tuas plantas são um vergel de romãzeiras,
vegetação toda selecionada:
umbelas de alfena e flores de nardo,
14 nardo e açafrão, canela e cinamomo,
toda espécie de árvores de incenso,
mirra e aloés,
os melhores bálsamos.
15 A fonte do jardim
é como um manancial de água corrente
que brota do Líbano.
16 Desperta, Aquilão!
E tu, Austro, vem soprar em meu jardim,
para que se espalhem seus aromas!
Apelo da amada
Ela.
Que entre o meu amado em seu jardim
para comer dos frutos deliciosos!
Ele.
1 Já vou ao meu jardim, minha irmã
e minha noiva,
colher mirra e bálsamo,
comer do favo de mel, beber vinho e leite.
Coro.
Amigos, comei!
bebei e embriagai-vos do amor!
( Cântico dos Cânticos de Salomão) 
                                                                                               Fonte: Bíblia- Antigo Testamento 

QUARTO CANTO



Noturno
Ela.
2 Eu estava dormindo, mas meu coração velava.
Atenção! O meu amado está batendo.
Ele.
Abre, minha irmã e minha noiva,
minha pomba, meu primor!
Pois tenho a cabeça borrifada de orvalho,
e do sereno da noite, minha cabeleira.
Ela.
3 Já despi minha túnica:
hei de vesti-la novamente?
Já lavei os pés:
hei de sujá-los outra vez?
4 O meu amado meteu a mão na fechadura,
fazendo-me estremecer em meu íntimo.
Em busca do amado
Ela.
5 Levantei-me para abrir ao meu amado,
minhas mãos gotejando mirra;
de meus dedos a mirra escorria
sobre o trinco da fechadura.
6 E então abri ao meu amado,
mas o meu amado já se tinha ido, já se tinha retirado.
Ansiei loucamente por falar-lhe:
procurei, mas não o encontrei;
chamei, mas não me respondeu.
7 Encontraram-me os guardas que faziam a ronda da cidade:
espancaram-me e me feriram;
arrancaram-me o manto as sentinelas das muralhas.
8 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém:
se encontrardes o meu amado,
anunciai-lhe que desfaleço de amor!
Descrição do amado
Coro.
9 O que distingue dos outros o teu amado,
ó mais bela entre as mulheres?
O que distingue dos outros o teu amado,
para que assim nos conjures?
Ela.
10 O meu amado é branco e corado,
inconfundível entre milhares:
11 Sua cabeça é ouro puro,
a cabeleira é como leques de palmeira,
é negra como o corvo.
12 Seus olhos são pombos,
junto aos cursos de água,
banhando-se em leite,
detendo-se no remanso.
13 Suas faces são canteiros de bálsamos,
tufos de ervas aromáticas.
Seus lábios são como lírios,
a destilar um fluido de mirra.
14 Suas mãos são braceletes de ouro,
guarnecidas com pedras de Társis.
Seu corpo é marfim lavrado,
recoberto de safiras.
15 Suas pernas são colunas de alabastro,
assentadas em bases de ouro.
Seu aspecto, como o Líbano, airoso como os cedros.
16 Sua boca é só doçura; todo ele, pura delícia.
Tal é o meu amado, assim é o meu amigo,
ó filhas de Jerusalém.
Encontro com o amado
Coro.
1 Aonde foi o teu amado,
ó mais bela das mulheres?
Para onde se dirigiu o teu amado?
Iremos contigo à sua procura.
Ela.
2 O meu amado desceu ao seu jardim,
aos canteiros de bálsamos,
para apascentar nos vergéis e colher lírios.
3 Eu sou do meu amado, e o meu amado é todo meu.
Ele é um pastor entre lírios.
(Cântico dos Cânticos-Salomão)
                                                                                                     Fonte: Bíblia- Antigo Testamento